17/03/2010

Fundação Hospitalar abre contrato temporário para 1.764 vagas

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A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) lançou o edital para processo seletivo simplificado de contração de profissionais para diversas áreas. Foram disponibilizadas 1.764 vagas para os níveis fundamental, médio e superior. Desse total, 958 são para médicos de várias especialidades. As inscrições acontecem nos dias 18, 19 e 22 de março de 8h às 12h e de 14h às 18h. A seleção será feita através análise de curriculum vitae devidamente comprovado. Os interessados devem se dirigir à sede da Fundação, situada à rua Geru, Edifício Estado de Sergipe, 5º Andar, Centro, Aracaju. Após a inscrição, o candidato receberá um comprovante de entrega que deve ser guardado, pois servirá como comprovante de inscrição.

“Estamos contratando quase mil médicos tanto para os hospitais que tiveram concurso como para os que não tiveram. Isso porque das 400 vagas ofertadas somente 60 médicos tomaram posse. O que estamos fazendo é pagando, além do salário, gratificações que variam entre R$ 1.000,00 e R$ 2.400,00 para que esses profissionais se sintam atraídos em participar da seleção”, explicou o presidente da FHS, Emanuel Messias. Os demais cargos estão sendo contratos para unidades em que não tiveram concurso. Em Aracaju, os profissionais trabalharão no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, e na Maternidade Hildete Falcão Batista. Também serão contratos pessoal para os hospitais de Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, Propriá, Nossa Senhora do Socorro, Capela, Neópolis e outras unidades assistenciais que venham ficar sob a gestão da Fundação Hospitalar de Saúde.

Os resultados serão divulgados no dia 25. Os candidatos que desejarem apresentar recursos devem fazer no dia 26. Já no dia 29 será apresentado o resultado da seleção homologado.

 



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17/03/2010

Lula e Dilma anteciparam campanha, diz presidente do TSE

Durante julgamento de uma reclamação da oposição, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, disse nesta terça-feira, 16, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fizeram propaganda eleitoral antecipada, o que é irregular. O ministro foi muito enfático. Disse que há no Brasil uma cultura política deturpada e que os governantes costumam confundir projeto de governo com projeto de poder. Segundo ele, um dos motivos pelos quais um país não tem qualidade de vida política é essa indistinção entre projeto de governo e projeto de poder.

No julgamento realizado nesta terça, Ayres Britto defendeu que Lula e Dilma sejam multados em R$ 5 mil por causa de suposta propaganda eleitoral antecipada durante discurso do presidente em inauguração de um campus universitário em Araçuaí, Minas Gerais, em janeiro. Empatado em 3 a 3, o julgamento foi interrompido nesta terça por um pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro, que será o último a votar.

O projeto de governo é legítimo, porque é em cima do projeto de governo, chamado de plataforma eleitoral, que o chefe de Poder Executivo é eleito, afirmou Ayres Britto. Mas, para ele, o projeto de poder é antirrepublicano, porque não tem limite no tempo. Significa querer continuar no poder a despeito do vencimento do mandato. O mandato já venceu, mas o governante tenta a continuidade, fazendo o seu sucessor como se tivesse obrigação de fazer o seu sucessor. Ninguém é eleito para fazer o sucessor. Quem se empenha em fazer o seu sucessor, de ordinário, pensa em se tornar ele mesmo o sucessor de seu sucessor, alertou Ayres Britto que, antes de integrar o Judiciário, foi membro do PT.

O presidente do TSE lembrou que a legislação eleitoral brasileira proíbe a propaganda antecipada com o objetivo de garantir a continuidade e a normalidade na condução da máquina administrativa. A deflagração de propaganda eleitoral antecipada comparece inevitavelmente como elemento de perturbação ao funcionamento da máquina administrativa. Antecipa as coisas sem a menor necessidade porque desvia as atenções do governante para a necessidade de fazer o seu sucessor, disse. O próprio ato em si de administrar já é feito na perspectiva de sucessão eleitoral. É justamente isso que a legislação não quer, concluiu.



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17/03/2010

2º Louva Socorro está acontecedo agora

O município de Nossa Senhora do Socorro receberá mais uma vez o show do cantor evangélico Lázaro, ex-vocalista do grupo Olodum. A apresentação do artista faz parte do 2º Louva Socorro, que acontece na noite de hoje quarta-feira, 17, na praça Hilton Lopes, no conjunto João Alves Filho.  O evento é organizado pela Igreja Universal do Reino de Deus em parceria com a prefeitura de Socorro.

O evento, que terá entrada gratuita, vai reunir as comunidades evangélicas do município e também terá a apresentação da cantora gospel Damares. De acordo com o coordenador do projeto 'Sergipe no Altar', pastor Heleno Silva, os shows têm como objetivo levar a palavra de Deus por meio de canções que vão tocar o coração das pessoas com mensagens especiais. “As apresentações são belíssimas e tocam a alma. Será um momento imperdível para o público evangélico e para todas as pessoas que queiram ouvir canções de paz”, disse Silva.

O prefeito de Socorro, Fábio Henrique, ressaltou que mantém um relacionamento de harmonia e respeito com todas as comunidades religiosas. “No ano passado nós apoiamos esse mesmo evento, que foi um sucesso pela participação maciça de evangélicos. Este ano vamos manter a parceria”, enfatizou o prefeito, ao destacar o apóio a outros eventos do gênero, como o 1º Leva Cristo da Taiçoca de Fora, realizado em fevereiro deste ano.

O cantor Lázaro é um dos maiores destaques do cenário gospel nacional. A canção carro-chefe do seu último disco, “Eu Te Amo Tanto”, vendeu mais de 600 mil cópias e recebeu premiações como o Disco de Ouro, Platina e Diamante, entre tantas outras. A discografia do cantor consta quatro CDs e um DVD. Lázaro tem levado o seu trabalho em apresentações em diversos países.

A cantora gospel Damares gravou seu primeiro CD quando ainda era adolescente, em 1999, intitulado “A vitória é nossa”. Em 2002, ela lançou o álbum “Agenda de Deus”. No ano de 2004 foi a vez de “O Deus que faz”, e em 2006, “Diário de um vencedor”. O mais recente trabalho da cantora, “Apocalipse”, foi lançado pela Gravadora Louvor Eterno. O trabalho chega ao mercado com a promessa de encantar os fiéis.



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16/03/2010

Entendendo a Certificação Digital

 

 

Há tempos que as pessoas utilizam assinaturas à caneta, carimbos, selos, entre outros recursos, para comprovar a autenticidade de documentos, expressar concordância com determinados procedimentos, declarar responsabilidades, etc. Hoje, muitas dessas atividades podem ser feitas através da internet. Mas, como garantir autenticidade, expressar concordância ou declarar responsabilidade no "mundo eletrônico"? É aí que entra em cena a certificação digital e conceitos relacionados, como assinatura digital. Nas próximas linhas você verá uma explicação com os principais pontos que envolvem esses recursos.

O que é certificação digital?

A internet permite que indivíduos, empresas, governos e outras entidades realizem uma série de procedimentos e transações de maneira rápida e precisa. Graças a isso, é possível fechar negócios, emitir ou receber documentos, acessar ou disponibilizar informações sigilosas, economizar dinheiro evitando processos burocráticos, entre outros. No entanto, da mesma forma que os computadores oferecem meios para tudo isso, podem também ser usados por fraudadores, o que significa que tais operações, quando realizadas por vias eletrônicas, precisam ser confiáveis e seguras. A certificação digital é capaz de atender à essa necessidade.

A certificação digital é um tipo de tecnologia de identificação que permite que transações eletrônicas dos mais diversos tipos sejam feitas considerando sua integridade, sua autenticidade e sua confidencialidade, de forma a evitar que adulterações, interceptações ou outros tipos de fraude ocorram.

Como funciona a certificação digital?

A certificação digital funciona com base em um documento eletrônico chamado certificado digital e em um recurso denominado assinatura digital. É conveniente compreender primeiro este último, para melhor compreensão.

O que é Assinatura digital?

Imagine-se na seguinte situação: você está em uma viagem de negócios e precisa enviar documentos sigilosos à matriz de sua empresa. Dada a distância, o jeito mais rápido de fazer isso é utilizando a internet.

No entanto, se você optasse por enviar esses documentos em papel, certamente os assinaria à caneta para comprovar a autenticidade e a sua responsabilidade sobre eles. Além disso, provavelmente utilizaria um serviço de entrega de sua confiança e o instruiria a deixar os documentos apenas com a pessoa ou o setor de destino.

Mas, como colocar em prática essas medidas quando se usa documentos eletrônicos? Digitalizar sua assinatura através de um scanner não é uma boa ideia, afinal, qualquer pessoa pode alterá-la em programas de edição de imagem. Enviar os documentos sem qualquer proteção via e-mail também tem seus riscos, já que alguém pode interceptá-los. O jeito então é utilizar uma assinatura digital.

A assinatura digital é um mecanismo eletrônico que faz uso de criptografia, mais precisamente, de chaves criptográficas. Desde já, o InfoWester recomenda que você leia este artigo sobre criptografia para entender melhor esse conceito.

Chaves criptográficas são, em poucas palavras, um conjunto de bits baseado em um determinado algoritmo capaz de cifrar e decifrar informações. Para isso, pode-se usar chaves simétricas ou chaves assimétricas, estas últimas também conhecidas como chaves públicas.

Chaves simétricas são mais simples, pois com elas o emissor e o receptor utilizam a mesma chave para, respectivamente, cifrar e decifrar uma informação.

As chaves assimétricas, por sua vez, trabalham com duas chaves: a chave privada e a chave pública. Nesse esquema, uma pessoa ou uma organização deve utilizar uma chave de codificação e disponibilizá-la a quem for mandar informações a ela. Essa é a chave pública. Uma outra chave deve ser usada pelo receptor da informação para o processo de decodificação. Essa é a chave privada, que é sigilosa e individual. Ambas as chaves são geradas de forma conjunta, portanto, uma está associada a outra.

Note que esse método é bastante seguro, pois somente o detentor da chave privada conseguirá desfazer a cifragem realizada com a respectiva chave pública. Com chaves simétricas, os riscos são maiores, já que uma única chave é utilizada para cifragem e decifragem, aumentando consideravelmente as possibilidades de extravio ou fraudes. É por esta razão que chaves públicas são utilizadas em assinaturas digitais.

Em sua essência, o funcionamento das assinaturas digitais ocorre da seguinte forma: é necessário que o emissor tenha um documento eletrônico e a chave pública do destinatário. Através de algoritmos apropriados, o documento é então cifrado de acordo com esta chave pública. O receptor usará então sua chave privada correspondente para decifrar o documento. Se qualquer bit deste for alterado, a assinatura será deformada, invalidando o arquivo.

Ilustração de uso de chave pública e chave privada

Na verdade, o processo de assinatura digital de documentos eletrônicos usa um conceito conhecido como função hashing. Como o uso de algoritmos de chaves públicas nas assinaturas digitais pode causar muita demora em um processo de decifragem, a função hashing se mostra como a solução ideal. Seu funcionamento ocorre da seguinte forma: o algoritmo da função hashing faz com que todo o documento a ser assinado seja analisado e, com base nisso, um valor de tamanho fixo é gerado. Trata-se do valor hash ou resumo criptográfico.

Com isso, o emissor usa sua chave privada e a chave pública do receptor para assinar digitalmente o documento. Se este sofrer qualquer alteração, por menor que seja, seu valor hash será diferente. Como consequência, o receptor receberá um documento inválido, já que sua chave só conseguirá lidar com o arquivo com o valor hash original.

O que é Certificado Digital?

Agora que você já sabe que o é assinatura digital, fica mais fácil compreender o certificado digital. Basicamente, trata-se de um documento eletrônico com assinatura digital que contém dados como nome do utilizador (que pode ser uma pessoa, uma empresa, uma instituição, etc), entidade emissora (você saberá mais sobre isso adiante), prazo de validade e chave pública. Com o certificado digital, a parte interessada obtém a certeza de estar se relacionando com a pessoa ou com a entidade desejada.

Um exemplo de uso de certificados digitais vem dos bancos. Quando uma pessoa acessa sua conta corrente pela internet, certificados digitais são usados para garantir ao cliente que ele está realizando operações financeiras com o seu banco. Se o usuário clicar no ícone correspondente no navegador de internet, poderá obter mais detalhes do certificado. Se algum problema ocorrer com o certificado - prazo de validade vencido, por exemplo -, o navegador alertará o usuário.

Certificado exibido em um navegador de internet

É importante frisar que a transmissão de certificados digitais deve ser feita através de conexões seguras, como as que usam o protocolo Secure Socket Layer (SSL), que é próprio para o envio de informações criptografadas.

Obtendo certificados digitais

Para que possa ser aceito e utilizado por pessoas, empresas e governos, os certificados digitais precisam ser emitidos por entidades apropriadas. Sendo assim, o primeiro passo é procurar uma Autoridade Certificadora (AC) ou uma Autoridade de Registro (AR) para obter um certificado digital. Uma AC tem a função de associar uma identidade a uma chave e "inserir" esses dados em um certificado digital. Para tanto, o solicitante deve fornecer documentos que comprovem sua identificação. Já uma AR tem uma função intermediária, já ela pode solicitar certificados digitais a uma AC, mas não pode emitir esse documento diretamente.

É conveniente que cada nação conte com uma Infra-estrutura de Chaves Públicas (ICP) ou, em inglês, Public Key Infrastructure (PKI), isto é, um conjunto de políticas, técnicas e procedimentos para que a certificação digital tenha amparo legal e forneça benefícios reais à sua população. O Brasil conta com a ICP-Brasil para essa finalidade.

A ICP-Brasil trabalha com uma hierarquia onde a AC-Raiz, isto é, a instituição que gera as chaves das ACs e que regulamenta as atividades de cada uma, é o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). A ICP-Brasil tem, considerando a data de atualização deste artigo no InfoWester, nove ACs credenciadas:

- Serpro;
- Caixa Econômica Federal;
- Serasa;
- Receita Federal;
- Certisign;
- Imprensa Oficial;
- AC-JUS (Autoridade Certificadora da Justiça);
- ACPR (Autoridade Certificadora da Presidência da República);
- Casa da Moeda do Brasil.

São essas instituições que devem ser procuradas por quem deseja obter certificado digital legalmente reconhecido no Brasil. Note que cada uma dessas entidades pode ter critérios distintos para a emissão de certificados, o que inclusive resulta em preços diferentes, portanto, é conveniente ao interessado saber qual AC é mais adequada às suas atividades. Repare também que essas entidades podem ter ACs "secundárias" ou ARs ligadas a elas.

Hierarquia ICP-Brasil

Tipos de certificados da ICP-Brasil

A ICP-Brasil oferece duas categorias de certificados digitais: A e S, sendo que cada uma se divide em quatro tipos: A1, A2, A3 e A4; S1, S2, S3 e S4. A categoria A é direcionada para fins de identificação e autenticação, enquanto que o tipo S é direcionado a atividades sigilosas. Vejas as características que tornam as versões de ambas as categorias diferentes entre si:

A1 e S1: geração das chaves é feita por software; chaves de tamanho mínimo de 1024 bits; armazenamento em dispositivo de armazenamento (como um HD); validade máxima de um ano;

A2 e S2: geração das chaves é feita por software; chaves de tamanho mínimo de 1024 bits; armazenamento em cartão inteligente (com chip) ou token (dispositivo semelhante a um pendrive); validade máxima de dois anos;

A3 e S3: geração das chaves é feita por hardware; chaves de tamanho mínimo de 1024 bits; armazenamento em cartão inteligente ou token; validade máxima de três anos;

A4 e S4: geração das chaves é feita por hardware; chaves de tamanho mínimo de 2048 bits; armazenamento em cartão inteligente ou token; validade máxima de três anos.

Os certificados A1 e A3 são os mais utilizados, sendo que o primeiro é geralmente armazenado no computador do solicitante, enquanto que o segundo é guardado em cartões inteligentes (smartcards) ou tokens protegidos por senha.

e-CPF e e-CNPJ

Falar de certificação digital no Brasil frequentemente remete a duas importantes iniciativas: o e-CPF e o e-CNPJ. O primeiro é, essencialmente, um certificado digital direcionado a pessoas físicas, sendo uma espécie de extensão do CPF (Cadastro de Pessoa Física), enquanto que o segundo é um certificado digital que se destina a empresas ou entidades, de igual forma, sendo um tipo de extensão do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Ao adquirir um e-CPF, uma pessoa tem acesso pela internet a diversos serviços da Receita Federal, muitos dos quais até então disponíveis apenas em postos de atendimento da instituição. É possível, por exemplo, transmitir declarações de imposto de renda de maneira mais segura, consultar detalhes das declarações, pesquisar situação fiscal, corrigir erros de pagamentos, entre outros. No caso do e-CNPJ, os benefícios são semelhantes.

O e-CPF e o e-CNPJ estão disponíveis nos tipos A1 e A3. As imagens abaixo, obtidas no site da Receita Federal, mostram os modelos dos cartões inteligentes (tipo A3) para esses certificados:

e-CPF e e-CNPJ

É importante destacar que o e-CPF e o e-CNPJ não são gratuitos. Sua aquisição deve ser feita em entidades conveniadas à Receita Federal, como Certisign e Serasa. Os preços não são padronizados, variando de acordo com a empresa e com o tipo de certificado (A1 ou A3).

Finalizando

.: Livro sugerido :.
:: Certificação Digital: Conceitos e Aplicações
Via Shopping UOL

Antes do encerramento deste artigo, eis uma observação: você viu neste texto que é graças à ICP-Brasil que as certificações digitais no país são amplamente aceitas e utilizadas, especialmente do ponto de vista legal. No entanto, vale frisar que qualquer instituição pode criar sua própria ICP, independente de seu porte. Por exemplo, se uma empresa criou uma política de uso de certificados digitais unicamente para a troca de informações entre a matriz e sua filiais, não necessita solicitar tais certificados a uma AC controlada pela ICP-Brasil. A própria empresa pode criar sua ICP e fazer, por exemplo, com que um departamento das filiais atue como AC ou AR, solicitando ou emitindo certificados para seus funcionários.

No mais, se você quiser conhecer mais detalhes sobre certificação digital no Brasil, acesse o site do ITI:

- www.iti.gov.br.

Nele, é possível conseguir acesso a documentos sobre legislação, procedimentos, resoluções, entre outros, assim como obter notícias e orientações sobre o assunto.



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16/03/2010

Japaratuba: Multidão prestigia festa de São José

Fonte: Ascom Japaratuba

 

O maior povoado de Japaratuba – São José – fez valer o nome que possui e justificou o tamanho de sua densidade populacional. Desde a última sexta-feira, 12, se arrastando até o domingo, 14, a localidade esteve movimentada comemorando a parte festiva do santo padroeiro, São José, que dá nome ao lugar. Organizada pela prefeitura com apoio dos moradores, o evento trouxe para o povoado centenas de ambulantes de Japartatuba e toda região, além das cabacinheiras, que vibraram de tanto vender o artefato feito de parafina e composto de água.

Na sexta o embalo foi animado à tarde com a banda “Placa Luminosa”, aquecendo para o “Arrastão da Noite”, puxado pelo cantor Cid Natureza. Já no palco foi a vez de Coxa, Bamba, Mauricinho do Forró e Nara Costa. No sábado, a partir das 12h, houve show com a banda Moleques do Arrocha e o arrastão de Julinho Porradão.

No palco a multidão que lotou a praça de eventos do povoado se divertiu ao som de Asas Morenas, Gang do Samba, Rodriguinho e a banda de Forró Caviar com Rapadura. Já no ultimo dia a festança começou logo cedo, às 10h, no trevo de entrada do povoado com o grupo Dois Ciganos.

Secom/Japaratuba

O arrastão popular mais esperado ficou por conta da banda Nayrê, que mobilizou milhares de pessoas pela rodovia Seixas Dória, a principal da localidade. À noite os foliões se despediram da festa com o cantor Hélio Barbosa e o Forró Mixido, a banda Fogo na Saia e por último o sergipano Levy Viana. Para a prefeita do município, Lara Moura, as festividades de São José atingiram os objetivos propostos pela administração, fazendo valer as solicitações da comunidade e de muitos japaratubenses que lucraram com o evento vendendo alimentos, bebidas e outras iguarias.

O povoado segue com sua programação cultural a partir desta quarta-feira, 17, se estendendo até sexta-feira, 19 de março, com o Festival Artes da Caatinga. A parte religiosa se iniciou dia 12, com novenários, e tem término marcado para o domingo, 21, com a tradicional procissão em homenagem a São José. 



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16/03/2010

PSDB confirma Aécio como pré-candidato ao Senado

Fonte: JB Online

 

O PSDB de Minas Gerais divulgou nota apresentando o nome do governador Aécio Neves como pré-candidato ao Senado para "para articular e fortalecer o projeto tucano para Minas Gerais e para o Brasil".

De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada pela comissão executiva do partido em reunião realizada nesta segunda. De acordo com o partido, Aécio e seus aliados estão comprometidos com a pré-candidatura de José Serra, atual governador tucano do Estado de São Paulo, à Presidência da República.

O partido disse que está empenhado na eleição de Serra "sob a liderança de Aécio Neves" e que rejeita qualquer tentativa de enfraquecer este projeto.

Serra e Aécio protagonizaram uma disputa para representar a legenda na eleição presidencial de outubro. No fim do ano passado, o tucano desistiu de concorrer ao cargo. O governador mineiro sempre rebateu as especulações de que poderia ser vice de Serra.

Na reunião, o vice governador do Estado de Minas Gerais, Antônio Augusto Junho Anastasia, foi confirmado como pré-candidato ao governo do Estado.



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15/03/2010

Dodô perde dois pênaltis, Adriano marca e Flamengo vence o Vasco

Fonte: Portal MSN Esporte

Depois de cerca de um ano sem se encontrarem, Flamengo e Vasco protagonizaram um grande jogo no Maracanã. Com três pênaltis marcados, dois para o Vasco e um para o Flamengo, o Rubro-Negro venceu o rival por 1 a 0, gol marcado por Adriano. Já pelo lado vascaíno, Dodô foi grande vilão ao desperdiçar as duas penalidades. Destaque para Bruno, que pegou as duas cobranças do atacante rival e garantiu a boa vitória no clássico.

Com a vitória o Rubro-Negro mantém os 100% de aproveitamento e assume a liderança do Grupo A, com 12 pontos, dois a mais que o Fluminense. Já o Vasco segue com nove pontos e fica na segunda colocação do Grupo B, atrás do Botafogo, no saldo de gols.

Agora na próxima rodada, o Flamengo encara outro clássico, diante do Botafogo no Engenhão, no próximo domingo. Antes o Rubro-Negro vai até o Chile encarar o Universidad do Chile (CHI) em Santiago. Já o Vasco enfrenta no meio de semana o ASA (AL) pela Copa do Brasil e no sábado o Olaria no Maracanã, pela quinta rodada da Taça Rio.

O primeiro tempo começou quente no Maracanã, com as duas equipes partindo para o ataque. Sem poder contar com o seu principal armador, Carlos Alberto com dores na panturrilha, o técnico Vágner Mancini confirmou a equipe com Rafael Coelho e Dodô na frente e Phillipe Coutinho mais recuado.

Contudo a primeira chance de marcar foi do Flamengo. Logo aos três minutos, Vinícius Pacheco recebeu sozinho na área e bateu cruzado, tirando tinta da trave de Fernando Prass. O Vasco respondeu logo na sequência, primeiro com Dodô, que dentro da área foi desarmado por Álvaro na hora do chute e depois com Rafael Carioca que encheu o pé da entrada da área, obrigando Bruno a fazer uma linda defesa.

O Flamengo voltou a assustar a torcida vascaína. Aos 10, Juan recebeu na esquerda e tirou de Fernando Prass, em cima da linha Adriano chegou de carrinho, mas foi interceptado por Titi, salvando o Vasco. O jogo era lá e cá e o Vasco teve nova oportunidade de marcar. Após um bate-rebate na área rubro-negra, a bola sobrou para Dodô que na hroa de concluir em gol, foi travado por Fabrício já na pequena área.

Após a parada técnica as duas equipes retornaram com o mesmo rítmo de jogo e o Gigante da Colina teve nova chance de marcar. Depois de grande jogada de Élder Granja pela direita, Rafael Coelho ficou com a sobra na área e mandou por cima da meta de Bruno. Aos 26, nova resposta rubro-negra. Adriano deixou dois marcadores na saudade e encontro Vagner Love sozinho na área. O 'Artilheiro do Amor' dominou, mas abusou do preciosismo e acabou finalizando em cima de Fernando Prass, desperdiçando o gol.

Aos 32, o Vasco teve a melhor oportunidade da partida para abrir o marcador. Phillipe Coutinho recebeu na frente e foi derrubado, de forma violenta, por Willians. Péricles Bassols não teve dúvida e assinalou o pênalti à favor do Vasco. O volante do Flamengo pediu desculpa para o garoto e ainda deu beijo no rosto da joia da Colina. Dodô cobrou de perna direita, e acabou recuando nas mãos de Bruno, que só encaixou.

Depois do pênalti perdido pelo Vasco, o Flamengo teve maior posse de bola, mas pouco assustou. Já o Vasco, não sentiu a chance desperdiçada e ainda assustou o Rubro-Negro, com Phillipe Coutinho, depois de grande jogada. Bruno novamente salvou o Flamengo e a primeira etapa ficou mesmo no empate sem gols.

As duas equipes voltaram sem modificações para o segundo tempo, com o Flamengo empolgado. Antes do primeiro minuto Vinícius Pacheco teve a chance de marcar, mas Fernando Prass salvou. Entretanto, aos quatro minutos, não teve jeito. O mesmo Pacheco avançou em velocidade se chocou com o goleiro vascíno, na sequência, Márcio Careca dividiu com Léo Moura e o árbitro assinalou o pênalti de forma duvidosa. Adriano, que não tem nada a ver com isso, cobrou com categoria e abriu o marcador.

Na comemoração, o Imperador levantou uma camisa com os seguintes dizeres: "Que Deus perdoe essas pessoas ruins". Mesmo após o gol sofrido, o Vasco não se abateu e partiu para cima do rival. Entretanto, Dodô com pouca inspiração, perdeu nova chance de marcar, aos 11. Buscando o igualar a partida, Vágner Mancini mexeu na equipe e colocou o meia Jeferson na vaga de Rafael Coelho, nulo em campo.

A entrada de Jeferson mudou o jogo. Logo em seu primeiro lance, o meia cruzou da direita e bola bateu na mão de Álvaro. Péricles Bassols marcou o terceiro pênalti da partida e o segundo para o Vasco. Dodô novamente pegou a bola, e com confiança cobrou. Bruno pegou novamente, para o desespero da torcida vascaína e do atacante, que não estava em um bom dia.

Querendo segurar a partida, Andrade sacou Kleberson e colocou Rodrigo Alvim, improvisado como volante. Já Vágner Mancini colocou a equipe para tudo ou nada. O zagueiro Gustavo deixou o gramado para a entrada de Rodrigo Pimpão. A perda do segundo pênalti tirou ânimo da equipe vascaína e acabou com a paciência dos torcedores, que começaram a protestar a todo instante contra o treinador da equipe.

Aos 30, Andrade atendeu o pedido da torcida e sacou Vinícius Pacheco para a entrada de Petkovic. O Flamengo trocou passes no meio de campo, enquanto o Vasco, abatido pelo segundo pênalti perdido apenas observava. Na última tentativa de empatar o jogo, Vágner Mancini sacou Paulinho e colocou Léo Gago.

Ao final da partida, jogadores do Vasco discutiram com o volante Willians e deu-se início a uma pequena confusão, que acabou tendo o meia Jeferson expulso.

Entretanto, o Vasco não teve forças para mudar o panorama da partida e deixou o gramado do Maracanã, derrotado e sob vaias da torcida que pedem a saída do treinador Vágner Mancini. Agora a semana vascaína será conturbada, já que a equipe não vem fazendo grandes partidas na Taça Rio. Já o Flamengo abafa um pouco a fase turbulenta que passou na última semana, devido aos problemas que envolvem o atacante Adriano, e volta todas as atenções para a Copa Libertadores.

FICHA TÉCNICA:

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data/hora: 14/3/2010 - 19h30 (de Brasília)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)

Renda/público: 30.214 pagantes

Cartões amarelos: Willians, Adriano, Vagner Love (FLA); Paulinho, Márcio Careca, Fernando Prass, Élder Granja, Titi (VAS)

Cartões vermelhos: Jeferson, final da partida (VAS)

GOLS: Adriano, 5'/2ºT (1-0);

FLAMENGO: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Willians, Kleberson (Rodrigo Alvim, 25'/2ºT) e Vinícius Pacheco (Petkovic, 30'/2ºT); Vagner Love (Ronaldo Angelim, 46'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.

VASCO: Fernando Prass; Fernando, Titi e Gustavo (Rodrigo Pimpão, 26'/2ºT); Élder Granja, Paulinho (Léo Gago, 40'/2ºT), Rafael Carioca, Phillipe Coutinho e Márcio Careca; Rafael Coelho (Jeferson, 19'/2ºT) e Dodô. Técnico: Vágner Mancini



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15/03/2010

Em jogaço, Palmeiras vira e vence o líder Santos

Fonte: Portal MSN Esporte

Em um clássico muito quente na Vila Belmiro, na tarde deste domingo, o Palmeiras, depois de estar perdendo por 2 a 0, consegue a virada para cima do Santos, sofre o empate, mas Robert - autor de três gols - salva, e o Verdão vence o seu segundo clássico no Campeonato Paulista. Com direito a um duelo de dancinhas nas comemorações, o Alviverde surpreendeu e, literalmente, dançou o vira para cima do Peixe.

O Palmeiras bem que tentou igualar as ações no início da partida, mas o nervosismo dos jogadores alviverdes era aparente. Até mesmo quem não costuma errar, falhou. Após um passe completamente errado do volante Pierre, o Santos armou a sua jogada predileta: contra-ataque rápido.

E a bola sobrou nos pés de Pará. O lateral, que não é o jogador de mais habilidade do elenco, supreendeu: após belo corte dentro da área em Eduardo, o camisa 3, de direita, acertou o ângulo do goleiro Marcos e, com um golaço, abriu o placar na Vila Belmiro.

Depois do gol, os Meninos da Vila começaram a desfilar o futebol bonito que tem sido característica do líder do Campeonato Brasileiro. Com toques bonitos, rápidos e, principalmente, eficientes, o Peixe envolveu completamente a equipe do Palmeiras. Com isso, o segundo gol era apenas questão de tempo.

E ele não demorou a chegar. Aos 30 minutos, Paulo Henrique Ganso deu passe primordial para o Neymar, na grande área. O camisa 17 dominou na cara de Marcos e não pegou em cheio na bola, mas ampliou o marcador: 2 a 0. Na comemoração, dancinha de Neymar, Robinho e André.

Entretanto, há uma frase que já virou chavão no futebol: "Clássico é clássico". E o Palmeiras provou que esta afirmação nunca sairá das páginas dos jornais e da boca dos críticos. Quando todos achavam que o Verdão já estava abatido na partida - e até mesmo no campeonato -, a equipe de Antônio Carlos diminuiu o placar.

Após cruzamento de Cleiton Xavier na área, aos 41 minutos, o goleiro Felipe saiu mal do gol e Robert, artilheiro do Palmeiras no Paulistão, de cabeça, diminuiu o marcador. A partir daí, o jogo tinha tudo para ganhar outro ritmo e outra cara. E ganhou!

Apenas um minuto depois, o meia Diego Souza, até então sumido na partida, deu um passe de calcanhar para Armero. O colombiano, muitas vezes criticado pela torcida palmeirense, cruzou e Robert - de novo - acertou o canto direito de Felipe: 2 a 2. Vale destacar a comemoração dos jogadores palmeirenses. Com uma dancinha pra lá de irreverente, os atletas, principalmente Armero, responderam na mesma moeda a Neymar & Cia. E foi só o primeiro tempo...

No início do segundo tempo, Ewerthon desperdiçou a chance da virada, mas Diego Souza não! Sim, leitor, o Palmeiras conseguiu buscar a virada na Vila Belmiro. Após novo cruzamento de Cleiton Xavier, Léo carimbou a trave e Diego Souza, na sobra, fez o que parecia impossível: Vira-vira do Verdão e nova dancinha na comemoração.

A partir daí o nervosismo, que antes andava lado a lado com o Verdão, passou para os santistas. Os Meninos da Vila erravam passes bobos e não conseguiam atingir a objetividade que sobrou na goleada por 10 a 0 sobre o Naviraiense, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Gols perdidos, zagueiro dando chutão para o alto, torcida inflamando a Vila Belmiro... Sobravam ingredientes de um jogão no clássico. E jogão que é jogão é decidido apenas nos minutos finais. E foi provando esta afirmação que o Santos foi pra cima e conseguiu o empate.

Após mais uma ótima assistência do meia Paulo Henrique, o baixinho Madson entrou na área e bateu rasteiro, empatando novamente o clássico, aos 35 minutos. A reação santista ficou um pouco menos provável aos 37, quando o garoto Neymar foi expulso após dura falta no volante Pierre.

Resultado: O Palmeiras não se entregou. Após erro bisonho do volante Arouca, o atacante Robert arriscou de longe, pegou o goleiro Felipe de surpresa, e marcou o seu terceiro gol na partida: um golaço de Robert na Vila Belmiro. É o Verdão novamente na frente!

Ainda nos minutos finais, o Santos tentou, mas aí não tinha mais jeito. Vitória do Palmeiras em um dos melhores clássicos entre as duas equipes nos últimos anos.

FICHA TÉCNICA:

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Data/hora: 14/3/2010 - 17h (de Brasília)

Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado

Auxiliares: Dante Mesquita Junior e Rogerio Pablos Zanardo

Renda/público: R$ 543.935,00 / 11.452 pagantes

Cartões amarelos:Pará, Robinho (SAN); Edinho, Léo, Eduardo, Diego Souza e Marcos (PAL)

Cartões vermelhos: Neymar, 37'/2ºT (SAN); Léo, 42'/2ºT (PAL);

GOLS: Pará, 10'/1ºT (1-0); Neymar, 30'/1ºT (2-0); Robert, 41'/1ºT (2-1); Robert, 42'/1ºT (2-2); Diego Souza, 11'/2ºT (2-3); Neymar, 35'/2ºT (3-3) Robert, 42'/2ºT (3-4)

SANTOS: Felipe, Wesley (Madson, 28'/2ºT), Edu Dracena, Durval, Pará; Arouca, Marquinhos (Maranhão, 17'/2ºT), Paulo Henrique Ganso; Neymar, André (Zé Eduardo, 16'/2ºT) e Robinho. Técnico: Dorival Júnior.

PALMEIRAS: Marcos, Eduardo (Márcio Araújo, Intervalo), Léo, Danilo e Armero; Edinho (Ivo, 39'/2ºT), Pierre, Diego Souza e Cleiton Xavier; Ewerthon (Lincoln, 17'/2ºT) e Robert. Técnico: Antônio Carlos.



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14/03/2010

Supremo decide que mandato de Clodovil pertence ao PTC

Fonte: Portal Agência Brasil

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (11/3) que o mandato do deputado Clodovil Hernandez, morto no ano passado, pertence ao PTC (Partido Trabalhista Cristão), ao qual ele estava filiado quando foi eleito. Assim, a vaga permanece com o deputado Paes de Lira (PTC).

Clodovil estava filiado ao PR (Partido da República) quando faleceu, o que levou a legenda a recorrer ao STF para reivindicar o mandato. O partido argumenta que tem direito à vaga, porque o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reconheceu a justa causa de seu desligamento do PTC.

Na ação, o PR sustenta que a vaga decorreu de falecimento do titular, no caso, o deputado Clodovil Hernandez, e não em função de infidelidade partidária. Esta tese foi rejeitada pelo TSE. Para o PR, a vaga deveria ser ocupada pelo primeiro suplente do PR ao qual, por último, esteve filiado o deputado Clodovil Hernandez.

Votos - Inicialmente, o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, lembrou que na análise de outros mandados de segurança, a Corte entendeu que a observância do dever de fidelidade partidária é condição para o exercício de mandato eleitoral. Conforme orientação tomada pela maioria dos ministros, no sistema de eleições proporcionais, o exercício de um mandato eletivo não é direito pessoal do candidato, está vinculado à lealdade à agremiação.

“Entendo não ser possível clivar na jurisprudência da Corte solução híbrida, variável em função do maior ou menor potencial do candidato para angariar votos individuais”, disse o ministro. Segundo ele, a Corte decidiu que a fidelidade partidária é requisito para manutenção do exercício do mandato eletivo, pois o resultado favorável em eleição proporcional depende da sigla, devendo todo e qualquer candidato permanecer fiel ao partido.

O relator verificou que a justa causa para desfiliação permite que o mandato continue a ser exercido, “mas não garante ao candidato, por mais famoso que ele seja, carregar ao novo partido relação que foi aferida no momento da eleição”. Assim, Barbosa frisou que o exame da fidelidade partidária para fins de sucessão no caso de vacância do cargo deve ser aferido no momento em que ocorre a eleição.

“Do ponto de vista eleitoral, o parâmetro utilizado pelo cidadão somente pode ser colhido nas urnas no momento em que o candidato é eleito ou busca a sua reeleição”, salientou o ministro Joaquim Barbosa, ao observar que o sistema brasileiro não tem mecanismos que permitam ao eleitor confirmar a sua aderência ao candidato ou à linha adotada pelo partido no curso do mandato.

De acordo com o relator, “presumir que justa causa permite a manutenção do mandato não implica dizer que a Constituição autoriza a transferência da vaga ao novo partido. Como a troca de partidos não é submetida ao crivo do eleitor, o novo vínculo de fidelidade partidária não recebe legitimidade democrática inequívoca para a sua perpetuação e, assim, não há a transferência da vaga à nova sigla”.

Assim, o ministro Joaquim Barbosa negou a segurança por entender que a justa causa permite ao candidato continuar a exercer o mandato, mas não transfere ao novo partido o direito de sucessão à vaga na hipótese de vacância.



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13/03/2010

Juiz condena ex-prefeito a prisão por desviar verba

Fonte: Portal do Jornal da Cidade

 

O juiz federal Ronivon de Aragão, da 2ª Vara de Sergipe, condenou o ex-prefeito de Rosário do Catete, Dernival Rodrigues Santos, à pena de detenção por um período de dois a quatro anos, por desviar verbas e fraudar licitações na época em que administrou o município. Pela sentença, proferida ontem, ele deve cumprir a pena em regime semiaberto, mas poderá recorrer e aguardar o julgamento em liberdade.



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